{"id":96,"date":"2017-03-21T00:35:54","date_gmt":"2017-03-21T00:35:54","guid":{"rendered":"http:\/\/eurovitisos.com\/pt\/?page_id=96"},"modified":"2017-03-21T22:36:23","modified_gmt":"2017-03-21T22:36:23","slug":"viticultura","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/eurovitisos.com\/pt\/viticultura\/","title":{"rendered":"Viticultura"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;Secci\u00f3n&#8221; fullwidth=&#8221;on&#8221; specialty=&#8221;off&#8221; background_image=&#8221;http:\/\/eurovitisos.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/03\/slide-1080-550-02.jpg&#8221; transparent_background=&#8221;off&#8221; allow_player_pause=&#8221;off&#8221; inner_shadow=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;off&#8221; parallax_method=&#8221;on&#8221; make_fullwidth=&#8221;off&#8221; use_custom_width=&#8221;off&#8221; width_unit=&#8221;on&#8221; make_equal=&#8221;off&#8221; use_custom_gutter=&#8221;off&#8221;][et_pb_fullwidth_post_title admin_label=&#8221;T\u00edtulo de publicaci\u00f3n de anchura completa&#8221; title=&#8221;on&#8221; meta=&#8221;off&#8221; author=&#8221;on&#8221; date=&#8221;on&#8221; categories=&#8221;on&#8221; comments=&#8221;on&#8221; featured_image=&#8221;off&#8221; featured_placement=&#8221;below&#8221; parallax_effect=&#8221;on&#8221; parallax_method=&#8221;on&#8221; text_orientation=&#8221;left&#8221; text_color=&#8221;light&#8221; text_background=&#8221;off&#8221; text_bg_color=&#8221;rgba(255,255,255,0.9)&#8221; title_font_size=&#8221;30&#8243; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; \/][\/et_pb_section][et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;section&#8221;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto 1&#8243; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 1\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<div class=\"page\" title=\"Page 1\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<h2>A REGIA\u0303O DEMARACADA DA MADEIRA \u2013 CARATERI\u0301STICAS E PATRIMO\u0301NIO VITI\u0301COLA<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A importa\u0302ncia da vitivinicultura na ilha da Madeira, e\u0301 determinante para a sua Politica Econo\u0301mica e Social, tendo em atenc\u0327a\u0303o tanto a sua histo\u0301ria como a a\u0301rea ocupada pela cultura da vinha e o nu\u0301mero de pessoas, directa ou indirectamente, ligadas a esta atividade que se apresenta como geradora de emprego, segura e com capacidade de concorre\u0302ncia com o seu \u00abVinho da Madeira\u00bb nos mercados europeu e mundial.<\/p>\n<p>No final da Campanha vitivini\u0301cola 2014\/ate\u0301 31 de dezembro de 2015 da RAM, foram contabilizados 2016 viticultores, cujas explorac\u0327o\u0303es apresentam uma a\u0301rea me\u0301dia de, aproximadamente, 0,3 hectares (ha). As explorac\u0327o\u0303es sa\u0303o, geralmente, constitui\u0301das por mais do que uma parcela com uma a\u0301rea me\u0301dia aproximada de 0,090 ha. Na totalidade, existem 6.290 parcelas de vinha para uma superfi\u0301cie viti\u0301cola total de Vitis Vinifera de 447,72 ha.<\/p>\n<p>O Governo Regional, atrave\u0301s da Secretaria Regional de Agricultura e Pescas \u2013 IVBAM, I.P.-RAM considera fazer todo o sentido continuar a aplicar na regia\u0303o o Regime de Apoio a\u0300 Reestruturac\u0327a\u0303o e Reconversa\u0303o das Vinhas, cujo objectivo visa melhorar as condic\u0327o\u0303es de produc\u0327a\u0303o de uvas de qualidade, a qualidade das uvas e a adequac\u0327a\u0303o da produc\u0327a\u0303o a\u0300 procura do mercado.<\/p>\n<h3><strong>1. Introduc\u0327a\u0303o<\/strong><\/h3>\n<p>A Regia\u0303o Auto\u0301noma da Madeira (RAM) situa-se no Oceano Atla\u0302ntico entre os 30\u00b0 e 33\u00b0 de latitude norte, a 978 quilo\u0301metros (km) a sudoeste de Lisboa e a cerca de 700 km da costa africana, quase a\u0300 mesma latitude de Casablanca, relativamente perto do Estreito de Gibraltar.<\/p>\n<p>A RAM e\u0301 constitui\u0301da por duas ilhas habitadas, a Ilha da Madeira (740,7 km2) e a Ilha de Porto Santo (42,17 km2) e por va\u0301rias ilhas e ilhe\u0301us desabitados (Ilhas Desertas e Ilhas Selvagens).<\/p>\n<p>O nascimento da viticultura madeirense remonta ao Se\u0301culo XV, pore\u0301m a a\u0301rea e a designac\u0327a\u0303o de Regia\u0303o Vini\u0301cola da Madeira, constitui\u0301da pelas ilhas da Madeira e do Porto Santo, foi fixada pelo Decreto de 1 de Outubro de 1908. Posteriormente, o Decreto-Lei no 30.517, de 18 de Junho de 1940, estabeleceu que a Junta Nacional do Vinho, criada pelo Decreto no 27-977, de 19 de Agosto de 1937, alargava a sua acc\u0327a\u0303o a\u0300 a\u0301rea da Regia\u0303o Vini\u0301cola da Madeira, ate\u0301 que fosse criado um Organismo Corporativo ou de Coordenac\u0327a\u0303o Econo\u0301mica destinado a tutelar os interesses da vinicultura desta Regia\u0303o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 2\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Em 1979, a Regia\u0303o Auto\u0301noma da Madeira criou o Instituto do Vinho da Madeira, cujo objetivo principal visava assegurar a conveniente disciplina da produc\u0327a\u0303o e do come\u0301rcio do \u00abVinho da Madeira\u00bb e as actividades vitivini\u0301colas.<\/p>\n<p>No ano de 2003, com a passagem da Viticultura, enta\u0303o, na depende\u0302ncia da Direcc\u0327a\u0303o Regional de Agricultura, para a tutela do Instituto do Vinho da Madeira, reuniu-se a produc\u0327a\u0303o da uva e do vinho.<\/p>\n<p>Em 2006, nasceu pelo Decreto Legislativo Regional N.o 1\/2006\/M, de 29 de Maio o Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, I.P. (IVBAM, I.P.), resultado da fusa\u0303o do Instituto do Vinho da Madeira com o Instituto do Bordado, Tapec\u0327arias e Artesanato da Madeira, cuja missa\u0303o principal visa definir, coordenar, regular e executar poli\u0301ticas de valorizac\u0327a\u0303o e preservac\u0327a\u0303o da Vinha, do Bordado da Madeira e do Artesanato produzidos na RAM.<\/p>\n<p>A importa\u0302ncia da vitivinicultura na ilha da Madeira, e\u0301 determinante para a sua Politica Econo\u0301mica e Social, tendo em atenc\u0327a\u0303o tanto a sua histo\u0301ria como a a\u0301rea ocupada pela cultura da vinha e o nu\u0301mero de pessoas, directa ou indirectamente, ligadas a esta actividade, que se apresenta como geradora de emprego, segura e com capacidade de concorre\u0302ncia com o seu \u00abVinho da Madeira\u00bb nos mercados europeu e mundial.<\/p>\n<p>Deste modo, o objetivo deste trabalho, consistiu em caracterizar as condic\u0327o\u0303es edafo- clima\u0301ticas e a cultura da vinha, assim como, analisar o patrimo\u0301nio viti\u0301cola da Regia\u0303o Demarcada da Madeira (RDM) com base na ana\u0301lise das superfi\u0301cies viti\u0301colas da Campanha Vitivini\u0301cola 2014\/ate\u0301 31 de dezembro de 2015 da RAM, declaradas pelos viticultores na ficha de viticultor do Sistema Integrado de Gesta\u0303o do Sector Vitivini\u0301cola (FV-SIGSVV) do IVBAM, I.P.-RAM.<\/p>\n<h3><strong>1.1. Orografia, Clima e Solo<\/strong><\/h3>\n<p>A multiplicidade de microclimas, a altitude e a exposic\u0327a\u0303o das parcelas associada ao solo vulca\u0302nico, dota a RDM de condic\u0327o\u0303es edafo-clima\u0301ticas que marcam fortemente a produc\u0327a\u0303o das uvas que da\u0303o origem ao reconhecido \u00abVinho da Madeira\u00bb.<\/p>\n<p>Cerca de 47% da a\u0301rea total da ilha da Madeira situa-se acima dos 700 metros de altitude, cuja ocupac\u0327a\u0303o de solo caracteriza-se por matas e florestas. A maior parte da superfi\u0301cie da ilha da Madeira (66%) apresenta declives superiores a 25% e apenas 11,5% tem declives inferiores a 16%. A maioria da superfi\u0301cie agri\u0301cola da ilha encontra-se na zona de declive compreendida entre os 16 e 25%, e e\u0301 caracterizada pelos \u201cpoios\u201d (socalcos construi\u0301dos de forma a contrariar o declive acentuado das nossas encostas e a permitir a sua utilizac\u0327a\u0303o agri\u0301cola).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 3\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Em relac\u0327a\u0303o ao clima, a ilha da Madeira e\u0301 dividida em duas zonas (Norte e Sul) devido a\u0300 existe\u0302ncia de uma cordilheira de montanhas desconti\u0301nuas que a atravessa de Leste a Oeste. A variabilidade clima\u0301tica existente a Norte e a Sul da ilha define-se em dois tipos: clima temperado e clima subtropical, respectivamente. As cotas altas da costa Sul e toda a costa Norte possuem um clima temperado, com humidade relativa elevada (\u00b180%), temperaturas que podem ir dos 9\u00ba a 22\u00ba centigrados e uma precipitac\u0327a\u0303o anual de 1500 a 2000mm, porque esta\u0303o expostas aos ventos predominantes de Noroeste. A zona Sul apresenta um clima subtropical, com temperaturas amenas que podem ir dos 12 a 28 graus centi\u0301grados, pluviosidade moderada (500 mm) e humidade relativa elevada (\u00b180%).<\/p>\n<p>As amplitudes te\u0301rmicas sa\u0303o baixas durante todo o ciclo vegetativo da vinha e as temperaturas durante a maturac\u0327a\u0303o sa\u0303o normalmente amenas.<\/p>\n<p>Quanto ao solo, a acc\u0327a\u0303o do homem na construc\u0327a\u0303o dos \u201cpoios\u201d, na maioria com paredes de pedra basa\u0301ltica emparelhada, introduziu um certo artificialismo na constituic\u0327a\u0303o dos solos, com mistura de solos de origem diversa. Esta intervenc\u0327a\u0303o marcou a paisagem viti\u0301cola e os vinhos ai\u0301 produzidos.<\/p>\n<p>Os solos na ilha da Madeira sa\u0303o predominantemente de origem basa\u0301ltica, argilosos, com pH a\u0301cido a muito a\u0301cido e esta\u0303o na origem de mostos e vinhos com elevada acidez, que ta\u0303o caracteristicamente marca o \u00abVinho da Madeira\u00bb e lhe proporciona a sua ta\u0303o conhecida longevidade.<\/p>\n<p>Como a a\u0301rea agri\u0301cola da ilha da Madeira e\u0301 escassa, e\u0301 comum a consociac\u0327a\u0303o da vinha com outras culturas, principalmente horti\u0301colas, sendo habitual a introduc\u0327a\u0303o, de mate\u0301ria orga\u0302nica aos solos, pelo que estes apresentam, normalmente, percentagens elevadas deste para\u0302metro.<\/p>\n<p>Em contrapartida, a ilha do Porto Santo e\u0301 pouco montanhosa e 86,4% da a\u0301rea agri\u0301cola encontra-se abaixo dos 200 metros.<\/p>\n<p>O clima da ilha do Porto Santo e\u0301 temperado, ocea\u0302nico, hu\u0301mido e semi-a\u0301rido e os solos sa\u0303o de origem calca\u0301ria e com uma reacc\u0327a\u0303o ligeiramente alcalina.<\/p>\n<h3><strong>1.2. Potencial Viti\u0301cola<\/strong><\/h3>\n<p>No final da Campanha vitivini\u0301cola 2014\/ate\u0301 31 de dezembro de 2015 da RAM, foram contabilizados 2022 viticultores, cujas explorac\u0327o\u0303es contabilizam uma a\u0301rea me\u0301dia de, aproximadamente, 0,3 hectares (ha). As explorac\u0327o\u0303es sa\u0303o, geralmente, constitui\u0301das por mais do que uma parcela, com uma a\u0301rea me\u0301dia aproximada de 0,090 ha. Na totalidade, existem 6.290 parcelas de vinha para uma superfi\u0301cie viti\u0301cola total de Vitis vini\u0301fera de 447,72 ha.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 4\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Um facto muito importante a acrescentar, e\u0301 o aparecimento sistema\u0301tico de novos projetos de investimento agri\u0301colas para esta cultura. Salienta-se que, desde o peri\u0301odo de aplicac\u0327a\u0303o do Plano de Reestruturac\u0327a\u0303o e Reconversa\u0303o da Vinha &#8211; PRRV (2001\/2008) ate\u0301 a\u0300 campanha 2015\/2016 do Regime de Apoio a\u0300 Reestruturac\u0327a\u0303o e Reconversa\u0303o da Vinha \u2013 RARRV (2015\/2018), foram aprovadas cerca de 344 candidaturas, com uma a\u0301rea aproximada de 114 ha.<\/p>\n<p>Numa comparac\u0327a\u0303o entre as superfi\u0301cies totais do potencial viti\u0301cola declaradas com vinha de castas europeias em todos os concelhos da RAM, observa-se que os concelhos de Ca\u0302mara de Lobos, Sa\u0303o Vicente e Santana sa\u0303o os tre\u0302s primeiros com a maior a\u0301rea de vinha declarada com castas europeias, com uma percentagem de 37% (164,07 ha), 28% (123,77 ha) e 15% (68,72 ha) da a\u0301rea total, respectivamente.<\/p>\n<p>A soma da a\u0301rea total de vinha declarada com castas europeias destes 3 concelhos representa, aproximadamente, 80% (356,56 ha) da a\u0301rea total de vinha com castas europeias de todos os concelhos da RAM.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image admin_label=&#8221;Imagen&#8221; src=&#8221;http:\/\/eurovitisos.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/03\/viticultura-fig-1.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;on&#8221; hover_icon=&#8221;%%51%%&#8221; animation=&#8221;left&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;left&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; \/][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto 2&#8243; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 1\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<h3><strong>1.3. Encepamento<\/strong><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 5\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Com o aparecimento do Oi\u0301dio (Oidium tuckeri), supostamente no ano de 1851 (Silva &amp; Menezes, 1966), os viticultores, apo\u0301s a sua descoberta, aplicaram enxofre para combater esta doenc\u0327a e recuperaram algumas vinhas. No entanto, viraram a sua atenc\u0327a\u0303o para a cultura da cana sacarina (Saccharum officinarum L.) (Seabra, 1983).<\/p>\n<p>Com o aparecimento da Filoxera (Filoxera vastatrix) em 1872 (Seabra, 1983), observou- se a necessidade de recorrer a\u0300 enxertia, atendendo a\u0300 inefica\u0301cia demonstrada pelos produtos qui\u0301micos e por se ter considerado ser possi\u0301vel eliminar as conseque\u0302ncias nefastas da Filoxera enxertando as va\u0301rias castas de Vitis vini\u0301fera em videiras americanas.<\/p>\n<p>Esta u\u0301ltima ocorre\u0302ncia fomentou a introduc\u0327a\u0303o das variedades de produtor directo e dos seus hi\u0301bridos HPD na ilha da Madeira, conduzindo quase ao desaparecimento das castas europeias tradicionais, uma vez que muitos hi\u0301bridos e variedades de videiras americanas mostravam-se resistentes a\u0300 Filoxera e a\u0300s doenc\u0327as criptoga\u0302micas mais importantes, assim como, produziam abundantemente (Seabra, 1983).<\/p>\n<p>Contudo, na de\u0301cada de 70, do Se\u0301culo passado, delinearam-se e executaram-se os Planos de Desenvolvimento Viti\u0301cola, cujo objectivo visava a recuperac\u0327a\u0303o do encepamento de Vitis vini\u0301fera.<\/p>\n<p>Ate\u0301 aos finais da de\u0301cada de 80, do Se\u0301culo passado, a maioria das explorac\u0327o\u0303es viti\u0301colas com vinhas de castas europeias, produziam uvas para a produc\u0327a\u0303o de \u00abVinho da Madeira\u00bb.<\/p>\n<p>A partir da de\u0301cada de 90, do Se\u0301culo XX, foram dados os primeiros passos na produc\u0327a\u0303o de uvas exclusivamente para a produc\u0327a\u0303o de vinhos tranquilos.<\/p>\n<p>Apo\u0301s a invasa\u0303o da filoxera, os porta-enxertos mais utilizados foram os hi\u0301bridos de Berlandieri com Rupestris, tais como o R 99 e o 1103 P.<\/p>\n<p>A distribuic\u0327a\u0303o tendencial das castas tradicionais pelos diversos microclimas da ilha esta\u0301 relacionada com a ligac\u0327a\u0303o existente entre os factores naturais com os factores humanos, demonstrando o local onde o Homem encontrou as melhores condic\u0327o\u0303es para que cada uma delas expressasse as suas melhores qualidades.<\/p>\n<p>Actualmente, as castas cultivadas na RAM que ocupam a maior superfi\u0301cie de vinha sa\u0303o a Tinta Negra (242,84 ha &#8211; 54%), o Verdelho (54,63 ha &#8211; 12%), as Malvasias (36,95 ha \u2013 8%), a Complexa (26,06 ha &#8211; 6%) e o Sercial (19,53 ha &#8211; 4%)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image admin_label=&#8221;Imagen 2&#8243; src=&#8221;http:\/\/eurovitisos.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/03\/viticultura-fig-2.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;on&#8221; hover_icon=&#8221;%%51%%&#8221; animation=&#8221;left&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;left&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; \/][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto 3&#8243; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 1\">Na foram consideradas como castas brancas as seguintes castas: o Arnsburger, o Caracol, o Rio Grande, o Moscatel Grau\u0301do, o Listra\u0303o e a Ta\u0301lia. No grupo das castas tintas encontram-se as seguintes castas: o Aragonez, o Cabernet Sauvignon, o Merlot, o Syrah, a Tinta Barroca, a Touriga Franca, a Touriga Nacional e o Triunfo.<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 6\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Das castas mais difundidas na RAM, destacam-se as seguintes castas:<\/p>\n<p>&#8211; A casta <strong>Verdelho<\/strong> apresenta grande adaptabilidade a\u0300s condic\u0327o\u0303es eda\u0301fo-clima\u0301ticas da Regia\u0303o, encontrando-se a maior mancha desta casta nos concelhos de Sa\u0303o Vicente (16,81 ha), de Ca\u0302mara de Lobos (10,84 ha) e do Porto Moniz (11,56 ha). E\u0301 uma casta com ciclo me\u0301dio e pouco produtiva. Apresenta maior sensibilidade ao Oi\u0301dio (Uncinula necator). De entre as castas nobres, tem sido aquela que na u\u0301ltima de\u0301cada tem apresentado uma maior expansa\u0303o em termos de a\u0301rea produtiva, apresentado, a\u0300 data, a maior a\u0301rea cultivada da lista das castas nobres da Regia\u0303o Demarcada da Madeira. O mosto e\u0301 relativamente rico em ac\u0327u\u0301car e com acidez marcante. Num vinho branco apresentam nuances citrinas, bastante frutado (fruta tropical), contudo muito delicados. No \u00abVinho da Madeira\u00bb e\u0301 utilizado para a produc\u0327a\u0303o de vinhos meio secos.<\/p>\n<p>&#8211; O <strong>Sercial<\/strong> e\u0301 preferencialmente escolhido para a costa Norte da ilha, apresentando duas manchas tradicionais com caracteri\u0301sticas eda\u0301fo-clima\u0301ticas diferentes, uma no Jardim da Serra, no concelho de Ca\u0302mara de Lobos (6,61 ha), localizada na costa Sul a 600-700 metros de altitude e outra no Seixal, no concelho do Porto Moniz (7,74 ha), localizada na costa Norte, desde a beira-mar ate\u0301 a\u0300 cota de 150-200 metros. E\u0301 uma casta de ciclo longo. As suas uvas originam mostos de pouca concentrac\u0327a\u0303o de ac\u0327u\u0301car e acidez bastante marcante. Sa\u0303o uvas essencialmente destinados a\u0300 produc\u0327a\u0303o de \u00abVinho da Madeira\u00bb, no estilo seco. Sa\u0303o vinhos estruturados, com acidez marcante, mas bem integrados e com grande longevidade.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 7\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>&#8211; A casta Malvasia Fina (<strong>Boal<\/strong>), considerada ideal para a costa Sul, apresenta as maiores manchas nos concelhos da Calheta (7,43 ha), de Ca\u0302mara de Lobos (2,91 ha) e da Ribeira Brava (2,25 ha). E\u0301 uma casta de ciclo precoce. Geralmente e\u0301 a primeira a ser vindimada. E\u0301 muito sensi\u0301vel a\u0300 falta de a\u0301gua no fim do ciclo. De entre as castas nobres, e\u0301 a terceira casta mais representativa, mantendo a sua a\u0301rea de plantac\u0327a\u0303o mais ou menos esta\u0301vel desde a u\u0301ltima de\u0301cada. No \u00abVinho da Madeira\u00bb, produz vinhos na gama meio doce.<\/p>\n<p>&#8211; A <strong>Malvasia Ca\u0302ndida<\/strong> e\u0301 uma casta com uma mancha caracteri\u0301stica na Faja\u0303 dos Padres no concelho de Ca\u0302mara de Lobos. A procura por parte dos produtores de \u00abVinho da Madeira\u00bb e\u0301 bastante superior a\u0300s quantidades produzidas. A sua irregularidade na produc\u0327a\u0303o associada a um ciclo vegetativo longo que faz coincidir a sua maturac\u0327a\u0303o com as primeiras chuvas outonais. O mosto e\u0301 pouco rico em ac\u0327u\u0301cares e a acidez e\u0301 marcada. No \u00abVinho da Madeira\u00bb produz o vinho do tipo Doce.<\/p>\n<p>&#8211; A <strong>Tinta Negra<\/strong> e\u0301 a casta mais representativa nos vinhedos da ilha da Madeira, encontrando-se as maiores manchas nos concelhos de Ca\u0302mara de Lobos (139,81 ha) e de Sa\u0303o Vicente (97,93 ha). E\u0301 uma casta muito resistente a\u0300s doenc\u0327as e pragas. O mosto e\u0301 medianamente rico em ac\u0327u\u0301car com boa acidez, resultando um vinho aberto na cor, pouco encorpado, com aromas caracteri\u0301sticos. No \u00abVinho da Madeira\u00bb e\u0301 utilizado para os va\u0301rios estilos do Seco ao Doce. E\u0301 uma casta adequada para o fabrico de vinhos tranquilos rosados ou \u00abrose\u0301s\u00bb.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image admin_label=&#8221;Imagen 3&#8243; src=&#8221;http:\/\/eurovitisos.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/03\/viticultura-fig-3.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;on&#8221; hover_icon=&#8221;%%51%%&#8221; animation=&#8221;left&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;left&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; \/][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto 4&#8243; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 1\">O encepamento da Regia\u0303o, alia\u0301s como o de todas as regio\u0303es demarcadas, esta\u0301 regulamentado atrave\u0301s de Portaria, sendo ai\u0301 referidas as castas autorizadas e recomendadas para os vinhos com Denominac\u0327a\u0303o de Origem Protegida (DOP) \u00abMadeira\u00bb (ou \u00abVinho da Madeira\u00bb) e \u00abMadeirense\u00bb e Indicac\u0327a\u0303o Geogra\u0301fica Protegida (IGP) \u00abTerras Madeirenses\u00bb.<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 8\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Na Tabela 1 esta\u0303o definidas as castas mais utilizadas para a produc\u0327a\u0303o de vinhos com DOP \u00abMadeira\u00bb e \u00abMadeirense\u00bb e IGP \u00abTerras Madeirenses\u00bb.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image admin_label=&#8221;Tabla 1&#8243; src=&#8221;http:\/\/eurovitisos.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/03\/viticultura-tab-1.jpg&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; url_new_window=&#8221;off&#8221; use_overlay=&#8221;on&#8221; hover_icon=&#8221;%%51%%&#8221; animation=&#8221;left&#8221; sticky=&#8221;off&#8221; align=&#8221;left&#8221; force_fullwidth=&#8221;off&#8221; always_center_on_mobile=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; \/][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto 5&#8243; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 1\"><\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 8\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<h3><strong>1.4. Cultura da Vinha<\/strong><\/h3>\n<p>O pequeno tamanho das parcelas aliado a\u0300 orografia dos terrenos resulta na impossibilidade, quase generalizada, de recurso a\u0300 mecanizac\u0327a\u0303o, pelo que a maioria das pra\u0301ticas agri\u0301colas se efectuam com recurso a\u0300 ma\u0303o-de-obra (vindimas, podas, intervenc\u0327o\u0303es em verde, controlo fitossanita\u0301rio, etc.). Assim, o trabalho do viticultor fica dificultado e os custos de produc\u0327a\u0303o sa\u0303o maiores.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Os viticultores madeirenses efectuam as pra\u0301ticas culturais tradicionais ou as indicadas pelo IVBAM, I.P.-RAM, sem a obrigatoriedade de cumprir determinadas pra\u0301ticas culturais.<\/p>\n<p>A manutenc\u0327a\u0303o de uma vinha e\u0301 muito importante, uma vez que a implementac\u0327a\u0303o de boas te\u0301cnicas culturais determina a qualidade da produc\u0327a\u0303o das uvas exigida comercialmente. No sentido de auxiliar os viticultores da Regia\u0303o a atingirem esse objectivo os Servic\u0327os Oficiais da Regia\u0303o Auto\u0301noma da Madeira (Secretaria Regional de Agricultura e Pescas \u2013 IVBAM, I.P.- RAM) disponibilizam um servic\u0327o de apoio te\u0301cnico, atrave\u0301s da Equipa de Assiste\u0302ncia Te\u0301cnica &#8211; VITITEC.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 9\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>A poda da vinha na Regia\u0303o e\u0301 exclusivamente manual e e\u0301 considerada uma actividade muito importante na preparac\u0327a\u0303o da vindima, uma vez que dependendo da carga que se deixe, se vai determinar a quantidade e a qualidade de uvas que a videira podera\u0301 criar. Esta operac\u0327a\u0303o, na RDM, habitualmente, comec\u0327a no fim de Janeiro e termina a meados de Marc\u0327o, dependendo sobretudo da altitude e da costa onde a vinha esta\u0301 situada.<\/p>\n<p>Face a\u0300 importa\u0302ncia da poda, o IVBAM, I.P.-RAM, atrave\u0301s da sua equipa Te\u0301cnica demonstra, na e\u0301poca de podas, a poda de formac\u0327a\u0303o e de produc\u0327a\u0303o mais adequada para cada tipo de casta aos viticultores que solicitam este servic\u0327o.<\/p>\n<p>Quanto a\u0300 conduc\u0327a\u0303o da vinha, a forma de conduc\u0327a\u0303o mais predominante na ilha da Madeira e\u0301 a latada ou \u201cpe\u0301rgola\u201d com uma altura de 1 a 1,5 metros, com uma densidade de plantac\u0327a\u0303o a variar entre as 2500 a 3000 plantas por hectare (ha).<\/p>\n<p>Na de\u0301cada de 70, do Se\u0301culo passado, introduziram-se as primeiras espaldeiras, pore\u0301m so\u0301 a partir dos anos 90, desse mesmo Se\u0301culo, os viticultores optaram pela forma de conduc\u0327a\u0303o em espaldeira, com uma densidade de plantac\u0327a\u0303o a variar entre as 4600 a 5200 plantas\/ha.<\/p>\n<p>Na forma de conduc\u0327a\u0303o em latada, e\u0301 feita uma poda mista de varas e talo\u0303es. Enquanto, na forma de conduc\u0327a\u0303o em espaldeira, predominam o corda\u0303o unilateral e bilateral e o Guyot simples e duplo.<\/p>\n<p>A conduc\u0327a\u0303o da vinha no cha\u0303o, na ilha da Madeira, e\u0301 frequente na casta Sercial na freguesia do Jardim da Serra (concelho de Ca\u0302mara de Lobos) e, no Porto Santo, principalmente com as castas Listra\u0303o e Caracol.<\/p>\n<p>A escolha da poda a realizar esta\u0301 directamente relacionada com o tipo de frutificac\u0327a\u0303o da casta. Como exemplo temos a casta Sercial cuja opc\u0327a\u0303o e\u0301 pelo \u201cGuyot\u201d, uma vez que, o cacho nasce a partir do 3o gomo, enquanto a casta Verdelho adapta-se melhor ao \u201cCorda\u0303o\u201d.<\/p>\n<p>Do ponto de vista fitosanita\u0301rio, e\u0301 una\u0302nime que os principais fungos presentes na vinha na RAM sa\u0303o o Oi\u0301dio (Uncinula necator), o Mi\u0301ldio (Plasmopara viti\u0301cola), a Podrida\u0303o Cinzenta (Botrytis cinerea), a Escoriose (Phomopsis viti\u0301cola) e alguns fungos no solo, como o Fusarium, a Armillaria spp.e a Rosellinia necatrix. Estas doenc\u0327as do sistema radicular sa\u0303o responsa\u0301veis por ligeiras diminuic\u0327o\u0303es do crescimento e produc\u0327a\u0303o, murchida\u0303o e inclusive morte su\u0301bita da planta. O Oi\u0301dio, o Mi\u0301ldio e a Podrida\u0303o Cinzenta esta\u0303o controlados, uma vez que te\u0302m merecido a atenc\u0327a\u0303o constante de todos os viticultores da RAM.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 10\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>No entanto, o aparecimento com maior ou menor densidade do Oi\u0301do (Uncinula necator), do Mi\u0301ldio (Plasmopara viti\u0301cola) e da Podrida\u0303o Cinzenta (Botrytis cinerea) na vinha depende das condic\u0327o\u0303es meteorolo\u0301gicas das campanhas vitivini\u0301colas.<\/p>\n<p>Contudo, a Escoriose (Phomopsis viti\u0301cola) e o Fusarium apresentam uma tende\u0302ncia evolutiva, apesar dos esforc\u0327os envidados pelos Servic\u0327os Oficiais no aconselhamento das pra\u0301ticas culturais mais adequadas para a sua prevenc\u0327a\u0303o, assim como, dos tratamentos fitossanita\u0301rios preventivos.<\/p>\n<p>Enquanto as pragas mais comuns na Regia\u0303o sa\u0303o a acariose (Calepitrimerus vitis) e a cochonilha algoda\u0303o (Planococcus citri).<\/p>\n<p>O efeito da maioria das doenc\u0327as e pragas identificadas na vinha pode ser ultrapassado atrave\u0301s da utilizac\u0327a\u0303o de boas pra\u0301ticas agri\u0301colas ou de tratamentos fitossanita\u0301rios preventivos ou curativos (6-12 tratamentos com fungicida\/ano) com substa\u0302ncias activas homologadas para a cultura da vinha. Comparativamente com outras regio\u0303es do Pai\u0301s os tratamentos para o Oi\u0301dio sa\u0303o efectuados em maior quantidade, uma vez que as condic\u0327o\u0303es de humidade e temperatura sa\u0303o propi\u0301cias para o seu aparecimento.<\/p>\n<p>Relativamente a\u0300 vindima, esta tambe\u0301m e\u0301 exclusivamente manual. A data oficial de abertura e de encerramento de vindima e\u0301 declarado pelo IVBAM, I.P.-RAM e, geralmente, este peri\u0301odo incorre entre a u\u0301ltima semana de Agosto e a segunda semana de Outubro. Contudo a partir do me\u0302s de Agosto, o IVBAM, I.P.-RAM presta um servic\u0327o de controlo de maturac\u0327a\u0303o das uvas nas explorac\u0327o\u0303es de todos os viticultores que solicitam este servic\u0327o. Este apoio tem como objectivo fornecer aos viticultores os dados suficientes no que respeita ao teor alcoo\u0301lico prova\u0301vel natural das uvas e do estado fitossanita\u0301rio das mesmas para tomarem a decisa\u0303o mais correcta da data de vindima.<\/p>\n<h3><strong>1.5. Produc\u0327a\u0303o<\/strong><\/h3>\n<p>A me\u0301dia da produc\u0327a\u0303o das vindimas dos u\u0301ltimos cinco anos varia entre os 4 a 4,5 milho\u0303es de kg de uva de qualidade. Pore\u0301m, nas vindimas de 2011 (3.747.087,50 kg) e de 2016 (3.381.766,20 kg) observou-se uma reduc\u0327a\u0303o da quantidade vindimada em relac\u0327a\u0303o a\u0300s vindimas de 2012, 2013, 2014 e 2015, com 4.741.388,00 kg, 4.351.537,50 kg, 4.049.955,00 kg e 4.670.542,00 kg, respectivamente. Esta reduc\u0327a\u0303o da quantidade vindimada deve-se a\u0300s condic\u0327o\u0303es meteorolo\u0301gicas adversas observadas nestes dois anos, principalmente, na altura da do repouso vegetativo, abrolhamento, florac\u0327a\u0303o e apo\u0301s a florac\u0327a\u0303o.<\/p>\n<p>Em 1999, para que as uvas de qualidade pudessem ser utilizadas em vinhos com DOP \u00abMadeirense\u00bb, foi necessa\u0301rio a publicac\u0327a\u0303o da Portaria no 86\/99, de 12 de Maio, na qual foram definidos os requisitos a que devem obedecer os vinhos de forma a serem reconhecidos como provenientes da denominac\u0327a\u0303o de origem \u00abMadeirense\u00bb. Mais tarde, em 2004, e\u0301 publicada a Portaria 86\/2004, de 2 de Abril, a qual confere aos vinhos de mesa produzidos na Regia\u0303o Auto\u0301noma da Madeira a possibilidade de usarem a menc\u0327a\u0303o \u201cvinho regional\u201d, seguida da indicac\u0327a\u0303o geogra\u0301fica \u00abTerras Madeirenses\u00bb, para os vinhos de mesa brancos, tintos e rosados ou \u00abrose\u0301s\u00bb.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 11\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>A a\u0301rea geogra\u0301fica correspondente a\u0300 DOP \u00abMadeira\u00bb e \u00abMadeirense\u00bb e IGP \u00abTerras Madeirenses\u00bb abrange as ilhas da Madeira e do Porto Santo.<\/p>\n<p>Actualmente (vindima 2015) a produc\u0327a\u0303o de vinho com DOP \u00abMadeira\u00bb ocupa uma percentagem de, aproximadamente, 97% (39.769 hl) em comparac\u0327a\u0303o com a produc\u0327a\u0303o de vinho com DOP \u00abMadeirense\u00bb e IGP \u00abTerras Madeirenses\u00bb, com uma percentagem de 3 %. Contudo, nos u\u0301ltimos anos, assiste-se a uma grande aposta dos viticultores madeirenses na plantac\u0327a\u0303o de vinha de castas europeias para a produc\u0327a\u0303o de vinhos com DOP \u00abMadeirense\u00bb.<\/p>\n<p>Ressalva-se que todas as uvas que produzem vinhos com DOP \u00abMadeira\u00bb e \u00abMadeirense\u00bb podera\u0303o produzir vinhos com IGP \u00abTerras Madeirenses\u00bb e vinhos sem DOP e IGP, pelo que, apesar de inicialmente os direitos de replantac\u0327a\u0303o terem sido emitidos para produc\u0327a\u0303o de uvas com DOP, a posteriori podera\u0301 haver transfere\u0302ncia da produc\u0327a\u0303o para outros tipos de vinho.<\/p>\n<p>Relativamente a\u0300 comercializac\u0327a\u0303o, os vinhos com DOP \u00abMadeirense\u00bb e IGP \u00abTerras Madeirenses\u00bb sa\u0303o consumidos maioritariamente na Regia\u0303o.<\/p>\n<p>Enquanto, os principais mercados de exportac\u0327a\u0303o do \u00abVinho da Madeira\u00bb sa\u0303o a Franc\u0327a, a Alemanha, a Gra\u0303 Bretanha, a Be\u0301lgica, o Japa\u0303o, os E.U.A., a Sui\u0301c\u0327a e a Sue\u0301cia.<\/p>\n<p>A comercializac\u0327a\u0303o do \u00abVinho da Madeira\u00bb ao ni\u0301vel Nacional tem maior releva\u0302ncia no mercado da RAM, uma vez que usualmente os turistas fazem a aquisic\u0327a\u0303o deste tipo de vinho.<\/p>\n<h3><strong>1.6. Considerac\u0327o\u0303es Finais<\/strong><\/h3>\n<p>O Governo Regional, atrave\u0301s da Secretaria Regional de Agricultura e Pescas \u2013 IVBAM, I.P.-RAM considera fazer todo o sentido continuar a aplicar na Regia\u0303o o Regime de Apoio a\u0300 Reestruturac\u0327a\u0303o e Reconversa\u0303o das Vinhas, cujo objectivo visa melhorar as condic\u0327o\u0303es de produc\u0327a\u0303o de uvas de qualidade, a qualidade das uvas e a adequac\u0327a\u0303o da produc\u0327a\u0303o a\u0300 procura do mercado.<\/p>\n<p>Apesar da dificuldade dos produtores de vinhos tranquilos apresentarem os seus vinhos a prec\u0327os competitivos, atendendo aos elevados custos de produc\u0327a\u0303o de uva, a produc\u0327a\u0303o deste tipo de vinhos sera\u0301 uma aposta bastante importante no sector vitivini\u0301cola madeirense, devido a\u0300 crescente procura pela populac\u0327a\u0303o local e pelos turistas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 12\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>Relativamente a\u0300 comercializac\u0327a\u0303o do \u00abVinho da Madeira\u00bb, este assenta principalmente no mercado de exportac\u0327a\u0303o. Este mercado e\u0301 muito exigente e pouco condescendente com imprevistos, relativamente a\u0300 qualidade do vinho. Uma vez que a qualidade da uva e\u0301 determinante na qualidade do vinho, e\u0301 li\u0301cita a forte aposta no apoio te\u0301cnico fornecido aos viticultores por parte do IVBAM, I.P.-RAM, de forma a poder ultrapassar este obsta\u0301culo \u2013 o imprevisto.<\/p>\n<p>No entanto, de uma forma geral, os produtores mobilizam-se cada vez mais para enriquecer a sua formac\u0327a\u0303o e adquirir firmes conhecimentos te\u0301cnicos, que constituira\u0303o uma diferenc\u0327a frente ao mercado, produzindo uvas com qualidade e aumentando a sua rentabilidade.<\/p>\n<p><strong>2. Bibliografia<\/strong><\/p>\n<p><strong>SEABRA, H. (1983)<\/strong> A Viticultura na Regia\u0303o Auto\u0301noma da Madeira \u2013 Sua Ana\u0301lise. Relato\u0301rio do Esta\u0301gio do Curso de Engenheiro Agro\u0301nomo. Instituto Superior de Agronomia. Universidade Te\u0301cnica de Lisboa.<\/p>\n<p><strong>SILVA, Pe F. &amp; MENEZES, C<\/strong>. (1996) Elucida\u0301rio Madeirense. 3a Edic\u0327a\u0303o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A REGIA\u0303O DEMARACADA DA MADEIRA \u2013 CARATERI\u0301STICAS E PATRIMO\u0301NIO VITI\u0301COLA A importa\u0302ncia da vitivinicultura na ilha da Madeira, e\u0301 determinante para a sua Politica Econo\u0301mica e Social, tendo em atenc\u0327a\u0303o tanto a sua histo\u0301ria como a a\u0301rea ocupada pela cultura da vinha e o nu\u0301mero de pessoas, directa ou indirectamente, ligadas a esta atividade que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eurovitisos.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/96"}],"collection":[{"href":"https:\/\/eurovitisos.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/eurovitisos.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eurovitisos.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eurovitisos.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/eurovitisos.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/96\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":112,"href":"https:\/\/eurovitisos.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/96\/revisions\/112"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eurovitisos.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}