{"id":90,"date":"2017-03-20T22:21:25","date_gmt":"2017-03-20T22:21:25","guid":{"rendered":"http:\/\/eurovitisos.com\/pt\/?page_id=90"},"modified":"2017-03-21T22:32:38","modified_gmt":"2017-03-21T22:32:38","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/eurovitisos.com\/pt\/historia\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;Secci\u00f3n&#8221; fullwidth=&#8221;on&#8221; specialty=&#8221;off&#8221; background_image=&#8221;http:\/\/eurovitisos.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/03\/slide-1080-550-02.jpg&#8221; transparent_background=&#8221;off&#8221; allow_player_pause=&#8221;off&#8221; inner_shadow=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;off&#8221; parallax_method=&#8221;on&#8221; make_fullwidth=&#8221;off&#8221; use_custom_width=&#8221;off&#8221; width_unit=&#8221;on&#8221; make_equal=&#8221;off&#8221; use_custom_gutter=&#8221;off&#8221;][et_pb_fullwidth_post_title admin_label=&#8221;T\u00edtulo de publicaci\u00f3n de anchura completa&#8221; title=&#8221;on&#8221; meta=&#8221;off&#8221; author=&#8221;on&#8221; date=&#8221;on&#8221; categories=&#8221;on&#8221; comments=&#8221;on&#8221; featured_image=&#8221;off&#8221; featured_placement=&#8221;below&#8221; parallax_effect=&#8221;on&#8221; parallax_method=&#8221;on&#8221; text_orientation=&#8221;left&#8221; text_color=&#8221;light&#8221; text_background=&#8221;off&#8221; text_bg_color=&#8221;rgba(255,255,255,0.9)&#8221; title_font_size=&#8221;30px&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221; \/][\/et_pb_section][et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;section&#8221;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p>A Ilha da Madeira foi descoberta nos tempos a\u0301ureos dos descobrimentos portugueses, por <strong>Joa\u0303o Gon- c\u0327alves Zarco<\/strong>, <strong>Trista\u0303o Vaz Teixeira<\/strong> e <strong>Bartolomeu Perestrello<\/strong>, em 1419. Os tre\u0302s capita\u0303es donata\u0301rios rece- beram o domi\u0301nio das capitanias sob direcc\u0327a\u0303o do Monarca <strong>D. Henriques<\/strong>, e logo desbravaram as terras e ocuparam o solo desta Ilha com cultura de trigo, vinha e cana.<\/p>\n<p>Os primeiros colonizadores eram membros da nobreza portuguesa e trouxeram para a ilha trabalhadores e artesa\u0303o vindos do Norte de Portugal os privile\u0301gios especiais concedidos a quem colonizasse a Ilha, nestes primeiros anos de explorac\u0327a\u0303o, aliciaram igualmente grandes empresa\u0301rios da Europa, que desde cedo se aperceberam das potencialidades da Madeira na explorac\u0327a\u0303o de ligac\u0327o\u0303es com importantes mercados de exportac\u0327a\u0303o.<\/p>\n<p>A densidade da vegetac\u0327a\u0303o da Ilha obrigou a que grandes a\u0301reas de terras fossem queimadas, o que con- tribuiu ainda mais para a sua fertilidade. Logo nos primeiros anos de colonizac\u0327a\u0303o, ate\u0301 1461, foi construi\u0301do o primeiro sistema de levadas que ao longo dos se\u0301culos foi sendo paulatinamente acrescentado.<\/p>\n<p>A agricultura prosperou com grande incide\u0302ncia na cultura do ac\u0327u\u0301car, mas tambe\u0301m da vinha e do trigo. Em 1466, o ac\u0327u\u0301car tinha-se tornado a principal cultura e, para ale\u0301m das exportac\u0327o\u0303es que ate\u0301 enta\u0303o se dirigiam a Portugal Continental, Golfo do Que\u0301nia e mercados Africanos, deu-se a sua expansa\u0303o aos mercados do Mediterra\u0302neo e do Norte da Europa.<\/p>\n<p>Embora na\u0303o se saiba com precisa\u0303o quais e quando foram plantadas as primeiras vinhas, julga-se que os primeiros colonizadores trouxeram consigo variedades que ja\u0301 existiam no Minho. No entanto, registos histo\u0301ricos do navegador veneziano<strong> Alvise da Mosto<\/strong>, conhecido por Lui\u0301s de Cadamosto, que datam de 1450, evidenciam a introduc\u0327a\u0303o da casta Malvasia Ca\u0302ndida nos primeiros anos de colonizac\u0327a\u0303o. O navegador refere que \u00ab&#8230;de entre as va\u0301rias castas, o Infante D. Henrique mandou plantar terrenos com Malvasia que foi enviada de Candia (capital da Creta) e que esta\u0303o a se desenvolver muito bem&#8230;\u00bb, e ainda tece elogios, no seu dia\u0301rio de viagens, a\u0300 exportac\u0327a\u0303o de vinho e a\u0300 sua boa qualidade.<\/p>\n<p>Estes registos sa\u0303o nota\u0301veis, pois comprovam que, admiravelmente, 25 anos apo\u0301s o ini\u0301cio da colonizac\u0327a\u0303o da Ilha, as exportac\u0327o\u0303es de Vinho Madeira, eram ja\u0301 uma realidade!<\/p>\n<blockquote><p>Ao longo do se\u0301culo XV, a a\u0301rea de cultura da vinha foi aumentando, tendo como conseque\u0302ncia o incremento das exportac\u0327o\u0303es, mas sera\u0301 sem du\u0301vida a descoberta da Ame\u0301rica por Cristo\u0301va\u0303o Colombo, o acontecimento que marcara\u0301 determinantemente a histo\u0301ria do Vinho da Madeira.<\/p><\/blockquote>\n<p>Desta e\u0301poca contam-se episo\u0301dios envolvendo personagens histo\u0301ricas onde a notoriedade do Vinho Madeira, no estrangeiro e\u0301 ja\u0301 e\u0301 evidencia. Consta que em 1478 <strong>Georges<\/strong>, <strong>Duque de Clarence<\/strong>, <strong>irma\u0303o de Eduardo IV<\/strong>, rei de Inglaterra, ao ser condenado a\u0300 pena capital pela Ca\u0302mara Alta, escolheu morrer afogado num tonel de Vinho Malvasia.<\/p>\n<p><strong>Se\u0301c. XVI<\/strong><\/p>\n<p>O se\u0301culo XVI inicia-se na ilha com o decre\u0301scimo do cultivo da cana-de-ac\u0327u\u0301car, o que se deve a um conjunto de factores entre os quais uma produc\u0327a\u0303o excedente e a exausta\u0303o dos solos. No final do se\u0301culo, a crise instala-se, com a concorre\u0302ncia do ac\u0327u\u0301car do Brasil que oferece prec\u0327os muito mais baratos. As terras de cultivo do ac\u0327u\u0301car sa\u0303o agora convertidas em vinhedos. A\u0300 Madeira continuam a chegar colonizadores estrangeiros, entre os quais <strong>Sima\u0303o Acciaioly<\/strong>, que tera\u0301 introduzido na ilha a casta <strong>Malvasia Babosa<\/strong>.<\/p>\n<p>Ao longo deste se\u0301culo va\u0301rios sa\u0303o os testemunhos de visitantes como os do veneziano Giulio Landi e do italiano <strong>Pompeo Arditique<\/strong> com refere\u0302ncias a\u0300 Malvazia. Giulio refere que \u00ab<em>Toda a Ilha produz uma grande quantidade de vinhos que sa\u0303o considerados excelentes e muito similares a\u0300 Malvasia de Candia<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p><strong>Se\u0301c. XVII<\/strong><\/p>\n<p>Ao longo do se\u0301culo XVII a produc\u0327a\u0303o e exportac\u0327a\u0303o de Vinho Madeira conheceu um grande incremento, chegando a supor-se que no decorrer daquele peri\u0301odo as exportac\u0327o\u0303es triplicaram. Sendo a maior parte dos exportadores, estrangeiros, a influe\u0302ncia brita\u0302nica no sector so\u0301 se fara\u0301 sentir de forma predominante com o desenvolvimento dos mercados coloniais da Ame\u0301rica e atrave\u0301s de concesso\u0303es comerciais feitas aos comerciantes brita\u0302nicos.<\/p>\n<p>Estas concesso\u0303es permitiram aos comerciantes ingleses, residentes na ilha, uma posic\u0327a\u0303o privilegiada no come\u0301rcio com as I\u0301ndias e Ame\u0301ricas, tendo estes mercados suplantado em importa\u0302ncia o Brasil, que ate\u0301 enta\u0303o havia sido o maior mercado de exportac\u0327a\u0303o do Vinho Madeira. Foi assim que se deu a abertura do come\u0301rcio triangular entre a Madeira, o Novo Mundo e a Europa (com destaque para a Gra\u0303-Bretanha), tria\u0302ngulo este que tambe\u0301m inclui\u0301a o transporte de bens das colo\u0301nias Portuguesa e Brita\u0302nica de volta para a Europa.<\/p>\n<p><strong>Se\u0301c. XVIII<\/strong><\/p>\n<p>Logo no inicio deste se\u0301culo e\u0301 celebrado o tratado de Methuen (1703) entre Inglaterra e Portugal, atrave\u0301s do qual os vinhos portugueses pagavam menos um terc\u0327o de direitos aduaneiros ao entrar em Inglaterra, comparativamente com vinhos oriundos de outros pai\u0301ses, e segundo o qual os te\u0302xteis ingleses entravam em Portugal sem que houvesse cobranc\u0327a de quaisquer taxas aduaneiras. Apesar desta medida, que em muito beneficiou, como pretendido, o Vinho do Porto, as exportac\u0327o\u0303es do Vinho Madeira continuaram a dirigir-se essencialmente para as I\u0301ndias e Ame\u0301rica do Norte. As exportac\u0327o\u0303es para a Europa eram secunda\u0301rias.<\/p>\n<p>A associac\u0327a\u0303o do Vinho da Madeira a\u0300 Ame\u0301rica do Norte e\u0301 bastante estreita e testemunho desta proximidade e\u0301 o facto da celebrac\u0327a\u0303o da Declarac\u0327a\u0303o de Independe\u0302ncia dos Estados Unidos da Ame\u0301rica, a 4 de Julho de 1776, pelo seu primeiro presidente, <strong>George Washington<\/strong>, ter sido brindada com um ca\u0301lice de Vinho da Madeira.<\/p>\n<p>Presente nas mesas mais requintadas das cortes europeias, era o vinho preferido de reis, imperadores e estadistas. <strong>Thomas Jefferson<\/strong>, de resto como todos os \u00abFounding Fathers\u00bb era apreciador dos vinhos mais requintados da e\u0301poca, mas tinha como vinho de eleic\u0327a\u0303o o Vinho Madeira.<\/p>\n<p>A procura pelo Vinho Madeira era nesta e\u0301poca de tal forma exuberante, que acaba por ter, tambe\u0301m, conseque\u0302ncias negativas: por um lado vinhos de boa qualidade passam a ser misturados com vinhos de menor qualidade, regra geral produzidos na costa Norte da Ilha e por outro lado, passam a entrar no mercado, falsos Vinhos Madeira produzidos noutras paragens. Durante todo o se\u0301culo sa\u0303o feitos esforc\u0327os que passam pela criac\u0327a\u0303o e implementac\u0327a\u0303o de regulamentac\u0327a\u0303o rigorosa, tendo por objectivo manter a qualidade dos Vinhos.<br \/>\nPara ale\u0301m de se tratar da e\u0301poca de grande notoriedade e fama do Vinho Madeira, este peri\u0301odo que decorre ao longo do se\u0301culo XVIII, e\u0301 particularmente interessante e profi\u0301cuo no que se refere ao desen- volvimento do cara\u0301cter do Vinho. A introduc\u0327a\u0303o de duas novas te\u0301cnicas contribui para esse desenvol- vimento, sendo elas, a fortificac\u0327a\u0303o e a estufagem. Em meados do se\u0301culo XVIII, a maior parte das empresas produtoras ja\u0301 fortificavam os seus vinhos. Talvez a fortificac\u0327a\u0303o tenha sido inicialmente uma espe\u0301cie de segredo do nego\u0301cio. Um dos cronistas ano\u0301nimos de <strong>Cook<\/strong> aquando da sua primeira viagem a\u0300 volta do Mundo refere que \u00ab<em>e\u0301 geralmente afirmado que nenhuma bebida destilada e\u0301 adicionada a estes vinhos, mas asseguraram-me, com toda a certeza, do contra\u0301rio e eu tenho visto as bebidas espirituosas serem utilizadas com esse propo\u0301sito<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p>Curiosamente a distribuic\u0327a\u0303o das exportac\u0327o\u0303es, por mercado, no final deste se\u0301culo, conhece uma viragem, que decorre provavelmente da guerra de Independe\u0302ncia dos Estados Unidos da Ame\u0301rica, que trouxe de volta a\u0300 Gra\u0303-Bretanha muitos cidada\u0303os ingleses, passando o mercado ingle\u0302s a ganhar progressivamente uma maior dimensa\u0303o nas importac\u0327o\u0303es de Vinho Madeira.<\/p>\n<p><strong>Se\u0301c. XIX<\/strong><\/p>\n<p>O ini\u0301cio do se\u0301culo XIX estreia-se com um \u00abboom\u00bb nas exportac\u0327o\u0303es que sa\u0303o inflacionadas pelas guerras napoleo\u0301nicas. Mas afinal, este na\u0303o viria a ser um se\u0301culo favora\u0301vel ao Vinho Madeira. A depressa\u0303o po\u0301s guerra logo na primeira de\u0301cada do se\u0301culo revela-se prejudicial para o Vinho Madeira que conhece um substancial decre\u0301scimo nas suas exportac\u0327o\u0303es. Para isto contribui\u0301ram a reabertura dos portos de Franc\u0327a e Espanha que ate\u0301 enta\u0303o se mantiveram encerrados, permitindo a entrada sem concorre\u0302ncia dos vinhos portugueses no mercado brita\u0302nico.<\/p>\n<p>Dos muitos acontecimentos relacionados com esta e\u0301poca do po\u0301s-guerra, um continua a suscitar grande interesse, tendo sido preconizado por <strong>Henry Veitch<\/strong>, Co\u0302nsul ingle\u0302s na Madeira que, aquando da passagem de Napolea\u0303o Bonaparte pela Ilha em 1815, a caminho do exi\u0301lio para a Ilha de Santa Helena, ofereceu ao imperador um tonel com Malvasia. Reza a histo\u0301ria que perante a resiste\u0302ncia do imperador em fazer do Vinho Madeira o anti\u0301doto para as agruras do exi\u0301lio, o tonel com o precioso ne\u0301ctar regressou a\u0300 Ilha da Madeira, reclamado pelo seu doador, tendo-se multiplicado, em 1840, em centenas de garrafas que fizeram as delicias de inu\u0301meros ingleses, entre os quais <strong>Sir Winston Churchill<\/strong>, que, de visita a\u0300 Madeira em 1950, teve o privile\u0301gio de o saborear.<\/p>\n<p>A instabilidade na Ame\u0301rica do Norte decorrente da guerra civil de 1861 vai afectar dramaticamente as ex- portac\u0327o\u0303es de Vinho Madeira para aquele destino. E, apesar do Vinho Madeira estar na moda na Inglaterra do po\u0301s-guerra, a verdade e\u0301 que isso na\u0303o foi o suficiente para colmatar a contracc\u0327a\u0303o do mercado americano. Outros factores ve\u0302em pesar nas alterac\u0327o\u0303es verificadas nas exportac\u0327o\u0303es, nomeadamente, a abertura do Canal do Suez em 1869, a partir de quando os navios que se dirigiam a Oeste deixaram de passar pela Ilha da Madeira.<\/p>\n<p>A expansa\u0303o do mercado russo aparece como um alento em meados do se\u0301culo, sendo que este mercado viria a rivalizar durante algum tempo, em volume de nego\u0301cio, com o brita\u0302nico.<\/p>\n<p>Mas, a segunda metade do se\u0301culo e\u0301 marcada pelo efeito devastador das doenc\u0327as que atacaram os vinhedos: o oi\u0301dio e a filoxera.<\/p>\n<p>Durante este peri\u0301odo, e apesar do aumento da vinha americana que surgiu como forma de fazer face a\u0300 filoxera, a maior parte da produc\u0327a\u0303o de Vinho Madeira tinha por base o Verdelho e a Tinta Negra, sendo tambe\u0301m relatada a existe\u0302ncia frequente de Bual, Bastardo e Terrantez. O Vinho produzido com a casta Malvasia continuava a ser feito em pequenas quantidades, mantendo muita fama a qualidade provinda da mi\u0301tica malvasia ca\u0302ndida da Faja\u0303 do Padres, inicialmente detida por jesui\u0301tas.<\/p>\n<p>Apesar das va\u0301rias crises, ao virar do se\u0301culo, a produc\u0327a\u0303o e comercializac\u0327a\u0303o de Vinho Madeira recuperou e manteve-se no mercado projectando-se para o futuro.<\/p>\n<p><strong>Se\u0301c. XX e XXI<\/strong><\/p>\n<p>O se\u0301culo XX sera\u0301 para o Vinho Madeira, relativamente esta\u0301vel se comparado com o se\u0301culo anterior. Na primeira de\u0301cada deste se\u0301culo e ate\u0301 a\u0300 Grande Guerra, os mercados de exportac\u0327a\u0303o alteram-se passando o mercado alema\u0303o a ter uma projecc\u0327a\u0303o singular como mercado cimeiro das exportac\u0327o\u0303es. Mas no espac\u0327o de tempo que separa as duas guerras mundiais, os principais destinos de exportac\u0327a\u0303o do Vinho Madeira sofrem algumas oscilac\u0327o\u0303es, com o mercado Escandinavo, principalmente Sue\u0301cia e Dinamarca, a surgir como consumidor do melhor Vinho Madeira.<\/p>\n<p>Este se\u0301culo e\u0301 igualmente marcado por um esforc\u0327o de regulamentac\u0327a\u0303o em prol da qualidade do Vinho Madeira, e tambe\u0301m por uma grande quantidade de fuso\u0303es entre empresas produtoras, portuguesas e inglesas, que mudam por completo o cena\u0301rio do tecido empresarial de produtores de Vinho Madeira.<\/p>\n<p>A partir dos anos 80 comec\u0327am a desenhar-se as tende\u0302ncias nos mercados de exportac\u0327a\u0303o, que na\u0303o ira\u0303o sofrer alterac\u0327o\u0303es significativas ate\u0301 aos nossos dias.<\/p>\n<p>A Revoluc\u0327a\u0303o de 1974, e posteriormente a entrada de Portugal na Unia\u0303o Europeia trouxeram um desenvol- vimento a\u0300 Regia\u0303o que teve impactos no sector vitivini\u0301cola. Por um lado, o reforc\u0327o do controlo em prol da qualidade passa a ser uma prioridade nas poli\u0301ticas governamentais e, por outro, assiste-se a um significativo e salutar desenvolvimento da indu\u0301stria vitivini\u0301cola.<\/p>\n<p>O se\u0301culo XXI inicia-se com o reforc\u0327o da qualidade de um Vinho com mais de 500 anos de histo\u0301ria. Hoje, os viticultores e o conjunto das empresas ligadas a\u0300 produc\u0327a\u0303o e ao come\u0301rcio do Vinho Madeira encontram- -se fortemente empenhados na constante melhoria da qualidade deste Vinho, procurando, desde a plantac\u0327a\u0303o da vinha ate\u0301 ao engarrafamento do Vinho, contribuir para a preservac\u0327a\u0303o da fama e presti\u0301gio de um dos melhores vinhos do Mundo.<\/p>\n<p><strong>VINHO DA RODA<\/strong><\/p>\n<p>A partir do se\u0301c. XVII o Vinho Madeira teve nas I\u0301ndias um dos seus principais mercados. Esta rota comercial tornou-se famosa para o Vinho Madeira na\u0303o so\u0301 pela quantidade de exportac\u0327o\u0303es que ao longo de dois se\u0301culos se vieram a verificar, mas tambe\u0301m pelo afamado Vinho da Roda.<\/p>\n<p>O transporte do Vinho Madeira para aquelas paragens era feito nos poro\u0303es dos navios que atingiam temperaturas muito elevadas na passagem pelos tro\u0301picos. Acontecia, por vezes, que o Vinho regressava a\u0300 Europa, tendo-se verificado que estas viagens beneficiavam grandemente a qualidade do vinho.<\/p>\n<p>E\u0301 enta\u0303o que tone\u0301is de Vinho Madeira sa\u0303o enviados para as I\u0301ndias, com o u\u0301nico objectivo de o enriquecer e valorizar, para enta\u0303o regressarem a\u0300 Europa onde conquistaram uma fama sem precedentes. Em Inglaterra o Vinho da Roda ganha uma reputac\u0327a\u0303o extraordina\u0301ria o que levou a\u0300 sua comercializac\u0327a\u0303o a prec\u0327os astrono\u0301micos.<\/p>\n<p>Motivados pelas evide\u0302ncias de que o calor engrandecia o Vinho Madeira e provavelmente aliciados pela valorizac\u0327a\u0303o do Vinho da Roda, os produtores, em meados do se\u0301culo XVIII investem na estufagem, te\u0301cnica que e\u0301 utilizada ate\u0301 aos nossos dias.<\/p>\n<p><strong><em>Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, I. P.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ilha da Madeira foi descoberta nos tempos a\u0301ureos dos descobrimentos portugueses, por Joa\u0303o Gon- c\u0327alves Zarco, Trista\u0303o Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrello, em 1419. 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